Para seus moradores, o Morrinho é mais do que uma localidade: é uma comunidade vibrante que se estende entre as avenidas José Alves de Azevedo e Dr. Beda, abrangendo a área do antigo campo do São Cristóvão Futebol Clube. Embora integre o Parque João Maria, o Morrinho possui identidade própria. Seu nome remete ao passado: contam os antigos que, antes da abertura da Rua Lacerda Sobrinho — que conecta o sítio histórico ao interior do bairro —, existia ali uma pequena elevação, um ‘morrinho’.
Reconhecido como um quilombo urbano, a comunidade é o berço de uma ancestralidade africana pulsante, expressa na música, na dança e na celebração da negritude. Foi ali que os primeiros moradores fundaram instituições icônicas como a Escola de Samba Mocidade Louca, o bloco Os Psicodélicos e o extinto Bloco Bruc. O Morrinho também é a terra de grandes nomes do samba campista, como Geraldo Gamboa, Jorge da Paz Almeida, Sylvio Feydit, Manoel Tancredo e Toninho Shita.
Atualmente, essa herança é mantida viva pela Feira Cultural do Morrinho, que ocorre nos primeiros domingos de cada mês. Além disso, o Grito de Carnaval, acompanhado pelo Boi Motivo, une toda a comunidade em um espírito de solidariedade que ultrapassa barreiras religiosas, congregando evangélicos e umbandistas em prol da cultura local.
FOTOS [51.1] [51.2]
Fonte:
[51.1] Foto: Sylvia Paes
[51.2] Cartaz Grito do morrinho 2026

